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Língua de sinais = socialização do surdo
Quanto mais cedo o aprendizado, melhores os resultados de socialização e interação
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28/01/2011

O movimento das mãos combinado com a expressão facial pode representar bem mais que uma bronca ou um pedido. Os sinais se tornaram o canal de comunicação usado pela comunidade surda de todo o mundo para a socialização de quem sofre com a perda auditiva profunda. Assim nasceu a língua de sinais, no Brasil, conhecida como Libras - Língua Brasileira de Sinais.

Há nove anos reconhecida como meio legal de comunicação e expressão, a Língua combina expressão facial, movimentos de mãos e de pontos de articulação (locais no espaço ou no corpo onde os sinais são feitos). Ela já é disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores e no curso de fonoaudiologia. Mais recentemente, em setembro de 2010, em reconhecimento à sua importância, foi sancionada a lei federal regulamentando a profissão de tradutor e intérprete da Língua Brasileira de Sinais no país.  

Complexa, porém, flexível, a língua de sinais, assim como a Língua Portuguesa, possui estrutura gramatical própria. Novos sinais são criados à medida que a comunidade surda recebe influência do ambiente cultural, histórico e até mesmo geográfico. Além disso, as línguas de sinais não são universais, tendo em casa país uma estrutura própria. “No Brasil, existem sinais diferentes para um mesmo significado, na mesma língua, em diferentes regiões. Há também um código chamado de Sinais Internacionais, utilizado para comunicação entre surdos de diversos países”, explica a Assistente Social e Professora de Libras, Mariana Marques da Hora.

Quando e onde aprender?

O ideal é que a família do bebê nascido com surdez ou que a adquiriu antes de ter fluência na língua oral comece o mais rápido a estudar Libras para interagir com seu filho. Já o adulto surdo tende a ter mais dificuldade para aprender, dependendo do nível de conhecimentos e do tempo de surdez. “Para um processo de socialização eficiente que não cause atrasos no desenvolvimento da criança surda é essencial que ela seja colocada em contato com a língua o mais cedo possível, por meio da família e da comunidade surda”, pontua a assistente social. Também é importante que a criança aprenda a escrita da Língua Portuguesa, crescendo em um ambiente bilíngue, estando assim apta a enfrentar as diversas situações da vida social.

Não há um tempo exato para aprender Libras, diz-se que a fluência aparece naturalmente a partir do uso da língua. Vale lembrar que Escolas ou Salas de Surdos adotam a perspectiva da educação bilíngue. Na rede pública, o Estado tem obrigação de oferecer alfabetização em Libras para as crianças surdas. Nesse processo é importante a presença de professores surdos. É preciso ficar atento e procurar cursos com professores capacitados, com formação adequada e aprovação no Exame Nacional de Proficiência em Libras, PROLIBRAS. O contato frequente com a comunidade surda é outro item que precisa ser observado na hora da matrícula.

Ainda existem cursos básicos, de curta duração, para as pessoas que querem aprender a se comunicar com surdos. Já quem deseja ser um profissional da língua dos sinais deve frequentar cursos técnicos de nível médio, graduação ou pós- graduação, voltados para formação tradutores-intérpretes, professores de Libras ou professores de surdos. Todas essas são formações e áreas de atuação diferentes. “Deve abranger desde a prática da comunicação, tradução e interpretação de Libras para português e vice-versa. Além de ser importantíssimo que o profissional tradudor-intérprete de Libras tenha contato frequente com a comunidade surda”, diz Mariana Hora.

De acordo com Elisabeth Figueira, presidente e intérprete da Associação dos Profissionais Intérpretes e Guias-Intérpretes da Língua de Sinais Brasileira do Estado de São Paulo (APILSBESP), ainda faltam tradutores e intérpretes capacitados. “Nem sempre é possível a leitura labial, seja pela dificuldade da pessoa com surdez, pela distância em que se está do interlocutor ou a forma de se expressar. Isso torna as informações e conhecimentos inacessíveis para o surdo e impossibilita sua inclusão social”, lamenta.

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01/11/2013 | Brigida Mendes, de Recife comentou:
Boa noite, venho parabenizar esse site por ser assim didático, ensinar cada vez mas como é a situação do surdo nessa sociedade, que ainda é tão preconceituosa, mostrar como a família deve agir, os professores e todos na convivência. Estou tendo aula de libras na Faculdade dos Guararapes e pretendo me aprofundar mais, pois a lição de vida que eles nos dão é impressionante, nos faz querer aproveitar melhor a vida.
01/11/2013 | MARIA APARECIDA ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA, de faculdade guararapes - PE comentou:
A língua de sinais num sentido amplo, vai além de um instrumento de comunicação, trata-se de um instrumento dotado de significações, de poder e de libertação. Uma vez que possibilita a minimização das diferenças entre surdos e ouvintes e sobretudo permite o aprendizado, a troca de cultura, a interação e as dificuldades de comunicação na família. o artigo foi muito pertinente ao abordar a importância para um processo de socialização do surdo que ele seja colocado em contato com a língua o mais cedo possível, por meio da família e da comunidade surda que a criança aprenda a escrita da Língua Portuguesa, crescendo em um ambiente bilíngue, estando assim apta a enfrentar as diversas situações da vida social. Apesar das dificuldades de inclusão social , da falta de intérpretes capacitados e tradutores, A língua de Sinais tem sido ofertada em escolas públicas e isso mostra um grande avanço, um divisor de águas nesse reconhecimento das diferenças.
31/10/2013 | Nathália Kelly (FG- Enfermagem 2MA), de Jaboatão (Jaboatão dos Guararapes) comentou:
Libras é muito importante, para os surdos-mudos. Hoje em dia é bem mais fácil a comunicação por conta da oralização, e da comunicação de sinais, graças a Deus não tem mais tanto preconceito como antigamente. Antes os surdos eram vistos como pessoas doentes, deficientes, inúteis. mas com a oralização e Libras ficou bem melhor de lhe dar com estas pessoas, que também são humanos, são pessoas normais, a única diferença e que não falam, sou a favor dessa disciplina que é tão importante, para nós profissionais, levamos o aprendizado para a vida toda! Eles hoje em dia tem muita força na sociedade. sou a favor e agradeço a faculdade dos Guararapes e a prof: Andréa coelho pela oportunidade de nos ensinar uma nova língua um novo meio de comunicação com essas pessoas!
30/09/2013 | MARIA APARECIDA ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA, de Faculdade Guararapes - jaboatão comentou:
interessante que a língua de sinais também possui uma variedade de significações assim como a língua Portuguesa, varia de acordo com a situação comunicativa, o contexto social, a região, a idade, profissão entre outros fatores. os surdos sofreram muito preconceito ao longo do tempo, vistos como sem alma, sem pensamento, sem condições intelectuais e apesar dos desafios ainda enfrentados, pela falta de qualidade de ensino nas escolas, ganharam o direito da inclusão. Sou professora de escola pública e lá temos uma professora de surdos e alunos alegres e com muita vontade aprender!
23/09/2013 | luzinete, de cuiaba comentou:
eu estou apaixonada por libras estou fasendo o basico mas peço ajuda para aprender mais por motivo do meu trabalho>
 
 
 
 
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