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Será que meu filho tem problema auditivo?
Diagnóstico precoce e coragem para lidar com o assunto são as chaves para garantir à criança uma infância saudável e feliz
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26/10/2010

Aceitar que seu filho possa ter algum tipo de problema auditivo não é nada fácil, mas o diagnóstico precoce faz toda a diferença para proporcionar a criança uma vida normal e feliz. Não à toa, foi recentemente aprovada pelo Governo Federal a obrigatoriedade do teste da orelhinha em todas as maternidades do país. O exame que deverá ser feito gratuitamente em todos os bebês recém-nascidos é capaz de detectar inúmeros tipos de deficiência auditiva. Mas o que fazer quando seu filho não é mais um bebê? Há sinais de que sua saúde auditiva não vai bem?

Em geral, existem sinais que tornam possível perceber se uma criança possui ou não deficiência auditiva, explica a fonoaudióloga da Audibel - empresa de aparelhos auditivos -, especialista em Audiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Tatiana Ottoni. Identificando qualquer um desses sintomas é essencial procurar um otorrinolaringologista para fazer o correto diagnóstico.
 
“Bebês com deficiência auditiva não reagem a estímulos sonoros. Não se assustam quando uma porta bate, por exemplo. Também são bebês que não balbuciam. Além disso, tendem a chorar muito porque não percebem a sensação da mãe por perto a não ser que a estejam vendo. Um exemplo disso é que se a mãe estiver lavando louça na pia da cozinha, longe do carrinho, o bebê tenderá a chorar porque tem aquela sensação de solidão”, explica.

Já em crianças maiores, a fonoaudióloga explica que é possível detectar se existe algum problema auditivo porque é comum a troca na fala e uma demora excessiva no desenvolvimento da linguagem. “Os pais devem ficar muito atentos e ao menor sinal de problema procurar um otorrinolaringologista para fazer a audiometria, teste capaz de detectar se a criança tem algum problema auditivo.”

Família é tudo

A importância da família para o desenvolvimento e adaptação da criança com problema auditivo é muito importante. Não raros os casos, pais que lidam bem com o assunto tendem a oferecer melhores condições para as crianças porque procuram ajuda cedo, vencendo o preconceito em prol do bem-estar. Como os pais do pequeno João Pedro Marques de Souza, que logo aos três anos de idade foi diagnosticado e se tornou usuário de aparelho auditivo. Leia a história de João Pedro na editoria Minha História.

A desinformação, porém, causa prejuízos não só no desenvolvimento linguístico, como intelectual e emocional da criança. São crianças que tendem a ficar isoladas e ter mais dificuldade para se relacionar, complicações que podem se estender para a vida toda. Por isso, é importante se informar.

Estima-se que a cada mil crianças nascidas três apresentam deficiência auditiva. É comum pensar que os exames diagnósticos devem ser feitos apenas em crianças que apresentam algum fator de risco relacionado a esta deficiência, porém, sabe-se que 50% dos casos não apresentam pré-disposição para problemas auditivos. No Brasil, a maioria dos casos encontrados tem origem não-genética, sendo causados por fatores pré-natais (rubéola da mãe durante a gestação), peri-natais (falta de oxigênio durante o parto) ou pós-natais (caxumba, sarampo, meningite, otites médias). A maior parte destes problemas pode ser evitada por meio de vacinas e tratamentos medicamentosos.

É importante tomar cuidado também na amamentação de bebês. Pouca gente sabe, mas dar mamadeira para o bebê deitado pode fazer mal, já que na orelha média, há um canal chamado tuba auditiva, que faz a comunicação do ouvido com a garganta e é responsável por regular a pressão nos ouvidos. Os bebês possuem a tuba auditiva mais horizontalizada e, portanto, se dermos a mamadeira com ele deitado, o leite poderá ir para o ouvido e causar dores ou infecções no ouvido gerando outras complicações.

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31/10/2013 | Ana Paula da Silva, de Recife comentou:
A importância da família é realmente muito importante para a formação dessa criança, quanto mais cedo melhor mais fácil sera o diagnostico do tratamento. A criança com o problema auditivo gera um certo preconceito causando um incomodo. A importância de um tratamento psicológico para essa criança e para a família em si, pois assim sera mais fácil de aceitar o preconceito vindo das outras pessoas.
22/10/2013 | Kammila Morais, de Recife comentou:
É de suma importância a existência de matérias desse tipo, informando a população como agir e lidar com pessoas com necessidades especias. Além de colaborar com as informações e com a adaptação nas tarefas diárias como ir a escola, trabalhar ou mesmo se comunicar melhor com os surdo/mudo.
15/11/2010 | Suelane Maria da Fonseca, de Jaboatão dos Guararapes comentou:
É neste momento que percebemos a importancia de um site informativo como este, não imaginamos a necessidade de sabemos que sintomas de problemas auditivos é causado em sua infâcia, saber como evitamos é essencial. Muito interessante está materia muitas vezes nao conhecemos tais problemas, e esta informaçao nós ajuda a saber como previnir.
06/11/2010 | Maria do Socorro Macena da Cunha, de Cabo comentou:
É muito importante quando a família já sabe que a criança possui algum problema auditivo, pois isto ajuda bastante, mais também é preciso que seja feito desde o início o exame para facilitar como esta criança deve ser acompanhada. Se todos tivessem a consciência de fazer primeiro uma prevenção ajudaria bastante a evitar que muitas crianças nasce com este distúrbio mais sabemos que há tratamento.
05/11/2010 | Sandra Regina Dos Santos Grassi, de Recife comentou:
Devemo dar uma importância significativa para toda e qualquer informação, e quando se trata da audição esta importância deve ser redobrada, pois muitas vezes é a falta de informação que agrava o problema, na maioria das famílias. O site vem esclarecer muitas dúvidas a este respeito, sendo que seu conteúdo é de boa qualidade e de fácil entendimento. ( Sandra R. S. Grassi 3VA)
 
 
 
 
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